Sintramon apresenta a vereadores dados para defender 9% de aumento a servidores

por Maria Tereza Bicalho publicado 03/07/2017 11h43, última modificação 03/07/2017 11h43

A diretoria do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de João Monlevade (Sintramon), reuniu-se com os vereadores da Câmara de João Monlevade na tarde de ontem, 26, para defender um maior percentual de aumento salarial dos servidores públicos. O Sintramon foi ouvido por meio de sua presidente, Isaura Bicalho. Todos os vereadores participaram do encontro, com exceção de Pastor Carlinhos (PMDB), que justificou ausência. 

O presidente do Legislativo, Djalma Bastos (PSD), explicou a todos que a reunião foi para atender a demanda do sindicato, diante do projeto de reajuste dos servidores municipais encaminhado pela Prefeitura, que propõe reajuste de 5,38%. Logo após, Isaura destacou que o trabalho da entidade é apartidário, e que todo o estudo dos dados econômicos da Prefeitura, que provam para o Sintramon que é possível dar 9%, de reajuste, foi feito de forma objetiva. “Questões partidárias estão fora desta negociação. Não somos também contra comissionados, mas é preciso valorizar aos servidores efetivos”, disse. Ainda segundo Isaura, um economista analisou as informações apresentadas. “Nosso economista, Júlio Sartóri assina essa análise. Sabemos o que pode ser dado e os servidores merecem. Somos uma classe e nosso último ato é a greve. Mas é preciso que a Prefeitura queira continuar a negociação com o sindicato”, ressaltou ela. 

Logo após a apresentação dos dados, os vereadores tiveram direito a fala. O primeiro foi Revetrie da saúde (PMDB). Ele, que reforçou ser servidor concursado há mais de 10 anos, disse defender um maior reajuste salarial ao funcionalismo público. “É preciso analisar ainda as outras cláusulas. O servidor merece ser valorizado”, disse. Outro que opinou sobre o assunto foi Vanderlei Miranda (PR). Ele lembrou que Júlio Sartóri participou do governo do ex-prefeito Gustavo Prandini, e que na época ele defendia o não reajuste. “E sobre o posicionamento de alguns servidores, de que há vereadores contra o funcionalismo público, não concordo. Cada um faz a análise e vota com consciência”, disse. Cláudio Cebolinha (PTB), comparou a situação econômica do Poder Público com a dos empresários. “Ninguém teve ganho real, nem os empresários. É preciso ainda respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. O sindicato vem plantando ilusões junto aos servidores”, declarou. 

Defesa de um maior reajuste

O petista Gentil Bicalho posicionou-se a favor do Sintramon. Ele disse que cada vereador deve fazer sua análise. “Mas esta deve ser econômica, e não política”, alertou. Belmar Diniz, vereador de mesmo partido, opinou que a Prefeitura deve explicar o motivo de não conceder um reajuste maior. “O sindicato apresentou sua versão. O Executivo também deve ter esse diálogo conosco”, declarou. Thiago Titó (PDT) também defendeu o percentual apresentado pelo Sintramon. “Os dados são retirados da própria Prefeitura. O sindicato me provou que é possível ter um reajuste maior. Os servidores perderam muito durante os últimos anos. É preciso conquistar mais”, declarou. 

Atuação dos vereadores

Sobre posicionamento da Câmara Municipal em buscar intermediar a situação, Leles Pontes (PRB) explicou que muito já procuraram a secretária municipal de Fazenda, Luciana Carvalho, bem como o setor jurídico, e ambos foram categóricos em afirmar que não é possível conceder reajuste maior. Já Lelê do Fraga (PTB) colocou-se à disposição para auxiliar no que for possível. 

Fábio da Prohetel (PP) agradeceu a oportunidade de se ter a reunião, mas avaliou que o encontro poderia ter ocorrido antes. Ele disse que o respeito entre as instituições deve sempre prevalecer, mas que é preciso ter ciência de que a Câmara é conciliadora, e não tem poder de determinar um percentual maior. “Nenhum vereador é contrário a servidor”, esclareceu. Toninho Eletricista (PHS) concordou com o colega e reforçou. “A negociação é sempre entre o Sintramon e a Prefeitura. Agora veio para a Câmara. Votarei com convicção, com segurança, sem preocupar em agradar nenhum lado”, disse. 

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