Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólido é apresentado a vereadores

por Maria Tereza Bicalho publicado 06/10/2017 08h30, última modificação 31/10/2017 12h15

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente apresentou aos vereadores na tarde de hoje, 5, o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS). O plano foi elaborado conforme decreto 83/2017. O presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD), esteve presente, além dos vereadores Revetrie Teixeira (PMDB), Cláudio Cebolinha e Lelê do Fraga (ambos do PTB), Thiago Titó (PDT) e Sinval Dias. O vereador Belmar Diniz (PT) não pôde comparecer, mas foi representado por sua assessora parlamentar. Os demais vereadores justificaram ausência.

O chefe de Serviços da Secretaria, Murilo de Santi, foi o responsável por fazer a apresentação. Segundo ele, o PGIRS é um documento técnico que identifica a tipologia e a quantidade de geração de cada tipo de resíduos e indica as formas ambientalmente corretas para o manejo, nas etapas de geração, acondicionamento, transporte, transbordo, tratamento, reciclagem, destinação e disposição final. A motivação é que os municípios devem adaptar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, sendo esta condição para acesso aos recursos da União, ou por ela controlados, destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos.

Realidade de João Monlevade

Durante a apresentação, foi passado aos presentes a realidade municipal em números. Sobre o esgotamento sanitário, 92,8% da população é atendida. O município é desprovido de qualquer tipo de tratamento de esgoto. “As Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) auxiliarão nesta questão. A do Cruzeiro Celeste aguarda a Licença de Operação. Já a de Carneirinhos aguarda a Licença de Instalação protocolada junto a SUPRAM-Leste Mineiro”, explicou Murilo.

Sobre abastecimento de água, João Monlevade conta com 99% de suas residências com ligação de água tratada. A estação de tratamento de água na cidade tem três conjuntos de bombas na estação de água bruta e três conjuntos na estação de água tratada, o que define uma capacidade de 290 litros/s. Já sobre resíduos sólidos, recolhe-se no município por ano cerca de 14.163,59 toneladas, gerando uma média de 49 toneladas de lixo domiciliar/comercial por dia. “Este recolhimento é realizado especificamente por empresa terceirizada, o que representa atendimento a aproximadamente 98,4% da população”, citou Murilo. Os resíduos são enviados ao aterro sanitário do consorcio CPGRS.

Coleta seletiva deve ser ampliada em 2018

A coleta seletiva na cidade, que foi implantada a partir de uma iniciativa da Câmara Municipal, deverá ser ampliada em 2018. Segundo Murilo, atualmente ela abrange 21% da população. “Existe a perspectiva de atendimento a 42% da cidade no próximo ano”, afirmou o chefe de setor. Estuda-se desta forma a instalação de um galpão de reciclado na região do Cruzeiro Celeste, já que o atual galpão da Associação dos Trabalhadores da Limpeza e Materiais Recicláveis de João Monlevade (Atlimarjom) poderia ser insuficiente. Ainda com relação à Atlimarjom, encontra-se em fase de formalização uma parceria para que a Associação e o município possam iniciar o recolhimento e destinação final do referido resíduo.

Sobre os resíduos de construção civil, a Secretaria de Meio Ambiente destacou que há uma área em fase de licenciamento ambiental para construção de um aterro. Existe ainda o recolhimento particular, feito através de caçambas estacionárias pelas empresas do ramo de retirada de entulho atuantes no município.

Ao final da apresentação, Djalma Bastos destacou, mais uma vez, a importância em se promover o desenvolvimento sustentável. “A Câmara é parceira nesta questão não só por meio do Broto da Vida, mas também na demonstração de força política para buscar as melhorias necessárias. Temos comissões atuantes e que muito contribuem para o desenvolvimento sustentável. Acredito que este seja o caminho”, destacou Djalma.

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